AS VINTE CHAVES MÁGICAS E OS VINTE NÍVEIS - O Vigésimo Nível um livro, uma jornada interna, em busca daquilo que você não se deixa ver. É a descoberta, no reencontro do meu melhor como indivíduo. Clique para ler os livros. No rodapé do Blog.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Nós, os consumidores, não somos poluidores.



Estas são imagens de crianças coletando água no rio Citarum na Indonésia, ou brincando e tomando “banho de rio”. Este rio é considerado o mais poluído do mundo e cerca de 5 milhões de pessoas vivem na bacia do Citarum, e a maioria deles dependem de seu fluxo e dos seus afluentes para o seu abastecimento de água. Quem é o poluidor aí?
Fonte: http://myscienceacademy.org/2014/02/05/worlds-most-polluted-river/

Nós não somos poluentes. Se nós fossemos seres poluentes nós seríamos desde que o homem está na Terra. Se visitarmos as civilizações antigas, não vamos ler nada a respeito de “poluição”.

A ideia de que “somos poluidores” é uma crença que a nós é imposta deste o início da industrialização de embalagens para produtos de uso humano. É mais fácil, e menos oneroso apostar naquilo que mais toca o ser humano: - Senso de responsabilidade por coisas que não são da nossa competência. O Ser humano se compadece por índole, tão rapidamente quanto de um instante para o outro passa a sentir uma enorme aversão pela mesma causa, dependendo de quanto e como é seu envolvimento com o fato, e se o que ele está fazendo ou dizendo está sendo aproveitado.

As empresas querem fazer crer que nós somos os responsáveis por poluir o meio ambiente, pois somos nós que jogamos no lixo as embalagens derivadas dos inúmeros e diferentes polímeros que dão origem ao plástico que reveste os produtos que consumimos.

Sim, somos nós, eu e você e todo o mundo quem “... jogamos no lixo as embalagens derivadas dos inúmeros e diferentes polímeros que dão origem ao plástico que reveste os produtos que consumimos”, PRODUZIDOS POR ESTA INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS.

A legislação, pelo menos a brasileira, é bem clara, e diz mais ou menos o seguinte em um dos seus milhares de artigos de dezenas de Leis que regulamentam a questão ambiental, “que poluidor é aquele que produz.”. Então, com o passar do tempo a “coisa” foi se invertendo e então tomou outra conotação superficial e “aquele que produz elementos poluentes”, tornou-se você, e você acreditou.

Se este sistema de embalagem oferecesse uma segunda opção de invólucro biodegradável para os produtos que você compra? Qual você optaria? Se mantivesse o mesmo valor, ou seja, se a indústria não acrescentar um valor maior ao produto por conta do invólucro biodegradável, é obvio que a sua resposta seria “usar produto com embalagem biodegradável”. No entanto os custos de produção são mais elevados, e o “sistema” não vai arcar com este investimento diminuindo seu lucro liquido (não repassando ao consumidor).

O pior de tudo isto é que quanto mais pobre a população, mais dependente de produtos industrializados ela se torna, por que a “identidade” daquela população vai sendo aos poucos suprimida. Até em Países um pouco mais desenvolvidos, como o Brasil, a nossa “noção” subliminar é a que “comida” sai do hipermercado, ou do buffet do restaurante, e água da torneira. Nós "desconhecemos" o que aconteceu ou ocorreu antes.

Produtos orgânicos verdadeiros são difíceis de serem produzidos por conta da grande infestação a que estão sempre sujeitos, necessitam de tratos culturais mais intensos para suprimir o uso de agrotóxicos e impedir o aparecimento de pragas, sem a necessidade do uso de produtos químicos. E isto se traduz por uma enorme estrutura representada por pessoal de várias funções, por local adequado (que não pode ser em campo aberto, mas em enormes estufas). Produto chamado orgânico, produzido a campo aberto, está suscetível à contaminação por agrotóxicos que podem estar sendo usados em lavouras numa distância de até 20 Km, e por conta dos ventos dominantes podem atingir a "plantação orgânica" que pretende ser “orgânica”.

Bem, se você continua acreditando que é poluidor, pense o seguinte: - À semelhança daquele rio onde estão os meninos, pergunto: “-Quem é que traz para o meio ambiente da corrente sanguínea do seu corpo a poluição dos defensivos?”. Se você admite e aceita que é poluidor dos rios, córregos e lixões com as embalagens de qualquer produto (incluindo pilhas, baterias, lâmpadas principalmente as “econômicas”), você deve admitir e aplicar o mesmo princípio de que você é o poluidor da corrente e do fluxo do rio que flui em suas veias e artérias, pois se nos produtos de plástico é você o produtor, no de agrotóxico você também deve ser então.

Agora, claro, se você joga o lixo deles pela janela do seu carro, você é sim mal civilizado, ainda que a embalagem do produto que você consumiu não seja sua, não colabore para que vá parar em via pública. Se você se educar para isto, por compreensão, poderá perder a crença de que é poluidor, e então terá mentalidade suficiente para começar a exigir do “sistema” sem custo adicional, embalagens que não permitam que os rios do Planeta Terra fiquem como o Citarum na Indonésia, que, aliás, diga-se de passagem, quem tem que ter vergonha direta de manter aqueles jovens ali por toda uma vida, e um rio naquelas condições, são as indústrias que produzem embalagens que polui o ambiente e quando descartada vai para o lixão ou aterro sanitário, e como o "quê os olhos não veem o coração não sente", todo este lixo  vai se transformar em algo relativamente útil daqui a mil anos ou mais.

Mas para quem este “algo relativamente útil daqui a mil anos ou mais?” A espécie humana poderá não estar mais aqui por conta de tanta degradação do meio ambiente. Ou se permanecermos, estará nossa descendência, e não nós, sofrendo as consequências, deixadas por nossa incapacidade de resolver a questão: - netos, bisnetos, etc.

Assim, se as indústrias não modificarem em breve e a cada dia mais e mais embalagens não biodegradáveis, teremos outros e outros rios de embalagens com seus jovens adolescentes com suas vidas perdidas, catando água para beber.

E você, nós, precisamos ou podemos fazer muito pouco, quase nenhum esforço, portanto é indolor, fácil e rápido: 1)Perca a crença de que você é poluidor. Isto o eximirá de uma enorme culpa. A culpa impede o desenvolvimento intelectual e, por conseguinte inúmeros outros processos mentais, inclusive o de encontrar soluções para as mais variadas situações. Em resumo, culpas assim como o medo, congelam. 2) Procure comprar produtos em vidro, madeira, a granel, envolvidos em papel. Não são fáceis, mas ainda existem. 3) Se você leu este texto, é por que está conectado a Internet, portanto eventualmente escreva para alguma empresa que possui embalagens em plástico, e diga para eles por e-mail, que “deixou de comprar um produto de fabricação deles, por que a embalagem é poluidora, e que você não vai ser coadjuvante na poluição do meio ambiente atirando na terra as embalagens produzidas por eles ”.

A única forma que vejo de sensibilizar a mudança de qualidade ambiental das embalagens são os produtores destes recipientes entenderem, que a continuar assim, não haverá mais para quem vender seus produtos, por que a população morre na poluição, mas o “sistema” morre junto. .·.

E isto não é exclusividade de Países como a Indonésia. No Brasil também ocorre, assim como em inúmeros outros Países. O que é mais lamentável ainda pois o problema é mundial.

Um abraço

Jaime


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