AS VINTE CHAVES MÁGICAS E OS VINTE NÍVEIS - O Vigésimo Nível um livro, uma jornada interna, em busca daquilo que você não se deixa ver. É a descoberta, no reencontro do meu melhor como indivíduo. Clique para ler os livros. No rodapé do Blog.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A história por trás do livro "um Amor para Lembrar".

Há muitos anos atrás, quando eu ainda morava na Capital do meu estado, eu conheci e convivemos, por alguns dias, em períodos diferenciados, um amigo do meu irmão, que morava no Uruguay, País que faz fronteira com o Brasil, ao Sul do estado do Rio Grande do Sul.

Uma das coisas que ele mais gostava, era de jogar cartas. Eu nunca fui muito fã do carteado, mas o sujeito chegou a ensinar-me algumas partidas de pôquer, e eu era “obrigado” a jogar. Era uma chatice. Aliás, é muito irritante ter que fazer coisas que não gostamos, mas para agradar meu irmão, enquanto ele fazia um suco de laranja para o amigo, pois era sua bebida preferida, eu me obrigava a ficar jogando, e decidia perder todas, para ver se o sujeito me dispensava. Mas ficou pior. Ele gostou ainda mais de estar ganhando todas de mim. Acho que foi a primeira e última vez que joguei pôquer. É impressionante as regras deste jogo de cartas que mistura habilidade, conhecimento, inteligência, foco, atenção, mas, na grande maioria das vezes, para não dar em nada... Por que só um vence. Então é obvio que deve ser aquele que têm muito mais habilidade, muito mais conhecimento, muito mais inteligência ou esperteza, muito mais foco e atenção, do que todos outros. E é aí que reside a competição. As cartas são apenas um instrumento por onde permeia e fluem estas características.

Felizmente uma meia hora depois meu irmão chegava com uma jarra de suco... Em verdade, eu acho que ele demorava por que já estava um pouco cansado da visita, que teimava em passar quase o dia todo...

Wordle: um Amor para Lembrar
Foi numa dessas aparições que no meio de uma conversa entre português, espanhol e portunhol, ele contou uma grande parte da vida dele, certamente a mais difícil: - aquela parte que costuma acompanhar-nos quase toda nossa existência, se não a resolvermos.

Diálogo interessante eu gosto de ouvir, mesmo não entendendo algumas partes, principalmente aquelas quando um pouco antes, ou logo após iniciar, meu irmão dizia: “-Vai lá ver o que a mãe está fazendo”, no caso, a nossa mãe.

Então este sujeito que eu não lembro o nome, contou um pouco da vida dele. Ele era, ou tinha sido filho de marceneiro no Uruguai, eram cinco ou seis irmãos e irmãs, e todos estavam mais ou menos dispersos. O pai foi internado num hospício, a mãe era uma “guerreira”, uma "revolucionária" e eles haviam sido envolvidos em uma trama e "volta e meia" ele tinha que vir para o Brasil. Então me assustei; era o tempo no qual se falava muito a respeito dos TUPAMAROS, e se você for pesquisar, descobrirá coisas espantosas sobre aqueles anos no Brasil, como por exemplo, que o atual presidente do Uruguai, foi um membro desta guerrilha.

Aliás, existe um vídeo sobre ele na Internet, e seu discurso no Rio +20 em 2012, que você deve assistir por que é uma aula de cidadania e amor ao seu País, à humanidade e ao Planeta Terra. Eu vou deixar o link ao final.

Então tudo que acontecia, era culpa dos tais “Tupamaros” e todos tinham muito medo. Muito do que se contava, era lenda urbana. Ouvia-se até que eles invadiriam o Rio Grande do Sul, para tomar o Brasil. Era o que meu pai dizia após comentários e conversas com amigos, somado as inúmeras notícias nos jornais daquela época.

O negócio do “medo” imperava desde aquele período, e é claro, eu um “guri”, naqueles anos, fiquei temeroso, pois imaginei que ele tinha fugido para o Brasil, por que era um “TUPAMARO” perseguido, ou a tal invasão estava começando de fato, e um deles estava ali, bem na minha frente, e na minha casa.

Mas ele continuou o relato, e havia uma dor muito profunda por que a família dele, irmãos e irmãs, pai e mãe haviam se dispersado. E também por que o pai dele havia se “juntado” a outra mulher depois que saiu do hospício, enfim, vicissitudes da vida que ocorrem e estão diretamente relacionadas às nossas escolhas em função dos nossos desejos.

Muitas vezes eu fingia não estar entendendo nada, para não ter que ir ver “a mãe” como meu irmão pedia...

E a história dele foi longa: - o avô veio da Espanha, a avó era ou americana ou de outro País da Europa. Não lembro ao certo. Os avós paternos eram também, europeus, ou somente a avó ou o avô. Não me recordo ao certo. A avó usava arma, enfim.  Mas havia também um misticismo envolvido. Era comum naquela época tentar encontrar caminhos diferenciados do totalitarismo cultural e religioso. 

Existia uma tendência, um desejo intenso que pairava no ar, em acreditar no sobrenatural. 

Este entendimento, esta relação com aquela época, e o desejo espiritual daqueles que viveram naqueles anos, eu só descobri e entendi, há pouco tempo. Compreender os anseios das pessoas em querer conhecer algo diferente, não é da nossa competência.

Mas tinham que ter coragem também, naqueles tempos.

Então, para mim, era um pouco obscura a história deste amigo do meu irmão, pois saía das tradições da igreja católica apostólica romana e passava por aparições de anjos, hoje chamados por alguns de “metahumanos” e seguia por uma trama infindável e cabeluda. Era tudo muito estranho. Minha mãe se compadecia com tudo aquilo, e sendo ou não sendo um temido “tupamaro” ela gostava de conversar e ajudar "o gordo", como todos o chamávamos. Minha mãe deu-lhe um pequeno livro: "Gotas de Sabedoria", um dos poucos livretos que “rondava” fora da unicidade e exclusividade religiosa e cultural daqueles anos complexos. Este livreto era barato, ainda existe hoje em dia, e é muito citado.

Ah! E minha mãe comprava e distribuía para todos quantos ela acreditava terem necessidade de ler...

O universo histórico deste amigo do meu irmão, assim como tantas outras que eu gostava de ouvir, nunca saíram da minha mente, tanto que, por volta do mês de março de 2012, encostado  com a cabeça para trás e de olhos fechados, repentinamente revivi aqueles dias, e lembrei, num relance, com alguns detalhes, toda a história dele.  
Foi assim, do passado, daqueles tempos intricados pela falta de comunicação instantânea, quando qualquer um dizia qualquer coisa e todos acreditavam foi de onde surgiu minha inspiração para escrever minha primeira novela, Um Amor para Lembrar.

Um abraço ao Presidente Mujica. Certamente, um "metahumano", à serviço de uma grande Nação e seu imenso povo: - O Uruguay.



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