AS VINTE CHAVES MÁGICAS E OS VINTE NÍVEIS - O Vigésimo Nível um livro, uma jornada interna, em busca daquilo que você não se deixa ver. É a descoberta, no reencontro do meu melhor como indivíduo. Clique para ler os livros. No rodapé do Blog.

quarta-feira, 21 de março de 2012

MINHAS CALÇAS FURADAS CUSTARAM MENOS.

Um dia destes, eu estava na rua, confesso que não lembro em qual cidade, e vi um rapaz com umas calças que eu não consegui compreender, como é que ela parava no corpo dele. Era tão rasgada, que parecia um conjunto costurado de retalhos de brim. A cintura estava praticamente despregada do conjunto, e um cinto, segurava, ou tentava segurar o que poderia ter sido uma calça usada em um campo de batalha no Iraque. A impressão que dava é que a qualquer momento, aquilo se desmontaria.
Mas ninguém se importava. Logo a seguir, continuei minha observação, tentando encontrar uma lógica para mim mesmo, para o que explico a seguir, chegou uma menina no grupo, bonita, bem vestida, da cintura para cima, por que em baixo, umas calças que era prima ou irmã, das calças do namorado dela, aquele mesmo rapaz com a “pantalona” desmantelada. Era tão “rasgada” a calça desta menina que deixava de fora, quase toda sua coxa esquerda. A perna da direita tinha um furo acima do joelho, que permitia ver a marca na pele de um joelho ajoelhado há poucos instantes.
Foi interessante por que me disseram que era moda; eu só me espantei quando soube que umas calças destas poderiam custar até 300 dólares. Sério, fiquei pasmo ao saber que o excesso de batalha que uma vestimenta daquelas pode sofrer e se transformar num farrapo, tinha o custo de um salário mínimo. “E é de marca”, ainda me contaram.
Pois bem, eu ficava envergonhado ao sair na rua com umas calças bem novinhas (tá certo paguei 80 dólares num outlet na fronteira do Brasil com o Uruguay) e que tem um furo por que deu um “pegão” num prego. Mas as calças são tão macias, tão boas, me sinto tão bem, que toda vez que eu uso, me sinto legal! Mas quando me olham, a primeira coisa é um olhar indiscreto para o furo das minhas calças.
Pô! Você não sabe o que é moda, meu? Eu “tô” na moda! E ainda comprei num free-shop! Por que as minhas calças furadas é menos que as calças furadas daquele casal de namorados? Só por que a deles talvez custasse 300 dólares e a minha 80? E eu ainda sei como é que o furo foi parar ali! Quando eu as visto, aqui em casa a primeira coisa que me dizem é: “-Tu não vai sair com estas calças, vai?” Discriminação isto, você não acha?
Pois bem, vou vestir minhas calças furadas. Fazia tempo que não as usava. Estava um calor terrível, e as bermudas foi minha roupa neste verão tórrido. E a minha calça com um furo, assim como aquelas dos namorados, tem uma vantagem: - A ventilação. Ah! E minhas calças assim como as deles, tem uma etiqueta toda amassada, enrugada e despregada, com uma grife tão ininteligível e famosa, como a deles, mas a minha, além de ter saído mais em conta, o cinto segura bem toda ela.

terça-feira, 6 de março de 2012

Quantas vagas você têm em sua verdade?

Eu cheguei num ponto que o meu ecletismo me levou a uma posição que eu às vezes não sei se foi o melhor. Em verdade eu não me sinto ligado a uma única coisa, um único tema, uma única situação, a um único tipo de conhecimento. Isto às vezes me causa certo temor, pois me parece que não sou deste mundo e que nunca vou aprender nada.
Alguns confundem isto com ceticismo. Eu mesmo às vezes me pego pensando “a que ponto chegou minha falta de fé”. Será mesmo falta de fé?
Mesmo por que o meu tempo de conhecimento específico ficou lá na faculdade.
Comecei com a música. Entre nomes e estilos, desde Pink Floyd, Eumir Deodato, Queen, Led Zeppelin, Mozart, Bach, Beethoven, samba etc. Entre Rick Wakeman e música Chinesa, escrevo agora.
Algumas propostas eu rejeitava por que realmente não gostava.
Mas o meu leque de opções no meu gosto, era tão grande, que eu podia me sentir bem em qualquer destas opções, que de fato eu descobri que eu precisava complementar-me nas emoções que os cinco sentidos podiam me trazer, conciliando em mim, todas as distintas nuances de cada parcela do todo, para tentar formar o meu “completo”.
Mas isto, eu só descobri há pouco mais de dez anos.
Eu nunca fui apegado a uma marca, um estilo de vida ou até mesmo preconceito. Nem nunca quis criar a minha. Não tive tribo nem tendência em minha adolescência.
Assim por exemplo, então, enquanto o mundo debatia e debate o preconceito entre nós, se é branco, negro, amarelo, ou preferência sexual, homossexual, heterossexual, bissexual, deficiente ou não, e tantos outros rótulos, isto tudo sempre passou muito distante de mim, tão longe que eu nem percebia o debate. Então quando vejo um banner na Internet, sobre preconceito de credo, cor, raça, ou deficiência de qualquer natureza, eu confesso que fico confuso, por que não entendo aquela forma de expressão em imagens ou palavras.
Deixa explicar melhor: - não é que eu não entendo por que a pessoa colocou a mensagem. Eu não compreendo o que aquilo quer dizer. É como eu não soubesse ler o que ali está expresso.
Eu tenho horror ao óbvio e me distancio o mais que posso de tudo isto até mesmo de expressar minha opinião. Eu acho injusto para com meu tempo e cérebro, ter que explica por A+B por que eu preciso tomar água.
Também discordo de vaga para estacionamento exclusivo para deficientes, vagas para pessoas de cor (?), e tantas outras “vagas” que a sociedade criou para diferenciar-nos. Sim, por é isto que estas “leis” fazem. Por que então estamos dizendo: “- Você é deficiente, aquela é sua vaga, estacione ali” (como se existisse um só deficiente cadeirante que pretende ir ao supermercado) ou “você é negro, então tem vaga garantida na Universidade”; “Você é homossexual, então talvez eu goste ou não de você e talvez eu seja ou não homofóbico.”
Nada disto me importa. O que me interessa, seja branco, deficiente, homo ou hetero sexual, é: “-O que podemos fazer para melhorar nossa condição e evoluirmos como seres humanos aqui no Planeta Terra e irmos além da avareza pessoal? Como podemos trabalhar juntos e excluir os bandidos, os facínoras que roubam o futuro do homem?
O que você pode contribuir para o meu crescimento e eu para o seu?
O que eu não vou fazer é apontar a direção da sua vaga para deficiente, por que apesar de ser uma condição sua, eu não o vejo assim; nem tampouco sua preferência sexual me atormenta, e eu quero que você possa ter o direito de cursar uma Faculdade nas mesmas condições que qualquer outro cidadão.
Você pode ficar perplexo com a minha postura, mas eu acho que não, se pensar bem, e se você acredita que realmente um deficiente precisa de uma vaga num estacionamento, você vai dar esta vaga apenas a dez por cento, num hipermercado que tem local para milhares de carros, muito poucos deficientes vão ter lugar para estacionar. Então sim você está discriminando, por que vão faltar lugares para outros.
Eu acredito que invertemos os valores, entende? Diferenciam-nos para dizer: “-Olha veja, como sou bom, criei vagas na Universidade para negros, e vagas para deficientes no estacionamento; não mereço aplausos?”
Será que a Criação disse: “-Deficientes, homossexuais e pessoas de cor vão por aqui, e os outros vão por ali”. Viemos todos pelo mesmo caminho; nascemos de uma mulher, e voltaremos pelo mesmo, no final de nossos dias, e não existem vagas, reservas, prioridades dado pela Criação. Do pó (átomos) viestes e ao pó (átomos) voltarás.
Falta é educação, e, por conseguinte, respeito, uns pelos outros.
Um humano para outro humano, precisa  exercer “deferência”, consideração por qualquer forma, tipo, credo, condição de  outro ser humano. Olhar além de tudo isto é a dificuldade daqueles que esperam ser melhores, por que gozam de uma “perfeição”, social ou física, que de fato não existe.
Somos todos iguais. E isto é o que dói em muitos. E, quando isto não acontece, sobrevêm as atitudes de intransigência e rigidez a determinados princípios ou regras pessoais ou de grupo, que nos forçam goela abaixo, a nos diferenciar.
Então a sociedade, doente e subconscientemente preconceituosa, precisa criar “regras” para onde vai cada grupo, para não virar confusão e desordem.
Nós regulamos a discriminação latente e doente em nós mesmos. Assim, você pode dizer: “-Não somo preconceituosos até dez vagas para deficientes. Além das dez vagas, nós voltamos a ser preconceituosos”; Sim, você pode dizer isto, por que não poderá suprir a demanda. Quantas vagas têm sua Universidade para pessoas de “cor”? Pois então até ali, você não é preconceituoso, além delas, você passa a ser.
Oque eu aceito é que a ninguém foi dado o DIREITO de saber toda verdade. Por que isto me parece lógico. A Criação não entregaria toda a verdade para um único ser.
Então, para mim, a maior verdade é que “tateamos” em busca de algo que não possuímos absoluta certeza nem por que precisamos.
Então a sua fé, a sua crença, não é maior nem melhor que a minha, e vice-versa. O dia que entendermos isto estaremos perto de encontrar o que nós mesmos nos impomos durante toda nossa existência, que é a dissolução das formas pensamento que criamos em  grande quantidade, quase infinita de mazelas para a humanidade. Estes "pensamentos formados", hoje precisam de nós para continuar vivendo, por que adquiriram um grau relativo de consciência (EU SOU-EU ESTOU). 
O exemplo vivo destas formas-pensamento está aí nos jornais e no mundo conturbado de hoje.
Elas estão ali, mostrando e dando a cara a tapa. Você criou tudo aquilo. “Aquelas monstruosidades que você vê nos jornais está mostrando a cara na tela da sua TV, e dizendo EU FUI CRIADO POR VOCÊ, VOCÊ E VOCÊ”.
Você é o responsável por ajudar a terminar.
Precisamos segurar uns nos ombros dos outros, para atravessar este sinal, este umbral, com o pouco de “verdade” que cada um trás para complementar a jornada do outro. Eu não sou eficiente, então se você agarrar no meu ombro, eu posso tentar seguir adiante só para nos ajudarmos.

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