AS VINTE CHAVES MÁGICAS E OS VINTE NÍVEIS - O Vigésimo Nível um livro, uma jornada interna, em busca daquilo que você não se deixa ver. É a descoberta, no reencontro do meu melhor como indivíduo. Clique para ler os livros. No rodapé do Blog.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

WikiLeaks pra quê ?




WikiLeaks pra quê ? Você se importa?

Você sabe me dizer pra que serve WikiLeaks? E o que você pode fazer com ele? Hoje eu estava lendo um jornal do meu Estado, o Rio Grande do Sul, e li que o criador do Wikileaks sofre ameaças. Porquê? De quem e pra quê? Se você ler algum documento do WikiLeaks, você só vai ter duas atitudes: - a de se indignar, e logo a seguir, a de se acomodar com o que o texto misterioso e escabroso deverá relatar. E depois? Você vai ligar para o sujeito que cometeu o ato ilegal, mesmo no governo, e pedir esclarecimentos para ele, ou até mesmo retratação? O que você faz com esta informação?

Nada.

Esta é a resposta, nada. Nós não fazemos nada com a informação que qualquer site que se disponha a mostrar os podres de qualquer organização, seja ela governamental ou particular.

Então, o WikiLeaks não tem utilidade nenhuma para mim, nem para você, por que muita informação já foi veiculada na Internet, e na Televisão, e ninguém fez nada. Absolutamente nada.

Também li no mesmo dia e no mesmo Jornal, que existe um drama ocorrendo nos aeroportos europeus, nesta data, mais precisamente em Londres, Heatrhrow, que está transformado em um grande acampamento, em virtude da neve que toma conta dos aeroportos. Em entrevista, ao Jornal, um advogado gaúcho, relata entre outras coisas, o drama de quatro crianças que choravam por que estavam em conexão e tinham de ter acompanhamento, e elas avisavam que estavam largadas, sem ninguém, fazia um dia; destas, duas meninas choravam muito.

O ser humano é igual em todo lugar. Quando que eu imaginaria, que quatro crianças estariam a mercê da sorte e da incapacidade de acompanhamento de uma estrutura que deveria ser de primeiro mundo, não apenas por estar no primeiro mundo, mas não, estão sozinhas, sendo que duas menores choram muito. E o pai? E a mãe, quando souberem? Vão fazer o quê? Ir nadando até a Inglaterra? Não sobe, nem desce avião. Ou seja, foi quem pode, voltará quem puder.

Pelo menos no Brasil, tenho certeza, não faltaria alguém que ficasse com elas, e as acompanhasse. Não somos “super-desenvolvidos”, mas nosso senso de auxílio ao próximo é mais evoluído que os demais. Somos mais “maternais”; com certeza alguém exigiria que a companhia aérea se comprometesse com estas crianças, e a mídia brasileira também não deixaria isto ocorrer sem o conhecimento de todos.

E que isto tem a ver com WikiLeaks? Tudo e nada. Se mal podemos com nossas mazelas, que mais podemos fazer? E assim estamos todos, no mundo todo, anestesiados, não conseguimos sair deste circulo viciado. Estamos pensando somente em nós, em nós, e mais nada. Então, pouco nos importa WikiLeaks, qualquer outro leaks da vida, pois não poderemos fazer nada. Esta é a verdade. Não temos como resolver nenhum podre de nenhuma nação, nem ajudar aquelas crianças, por que mal podemos com as nossas.

Então, WikiLeaks que me perdoe, só não quero que você vá preso, por que por mim, pode ter o que tiver no seu site, que eu não vou ler. É importante? Sim, mas não é útil.

A menos que você, que está lendo, me ajude aquilo lá ser útil, então sou parceiro. Caso contrário, não peça que alguém ou algo faça alguma coisa pelos podres do mundo, se este mundo não pode amparar 4 crianças sozinhas em um aeroporto no inverno de Londres.

sábado, 11 de dezembro de 2010

CRER É UMA VIA DE MÃO DUPLA


Não basta apenas que você creia em Deus; é preciso que Deus acredite em você. Mas para que Deus creia em você, é preciso que você creia em você.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O EFEITO PLACEBO DA CRENÇA


Quando você crê em algo, é por que não descrê naquilo sob hipótese alguma, concorda? Quando você crê em algo, seja o que for aquilo faz parte da sua vida, e de certa forma nem sabe como ou quando começou a interagir com aquela crença. Começar a acreditar em algo, é rápido e fácil: - basta que seus pais creiam em alguma coisa e você seja uma criança, e é preciso também supor que aquele “algo” é benéfico à família, e que outras pessoas, também se beneficiam, pois ninguém acredita em algo que não é bom ou legal para sua vida, não é mesmo?

Algumas crenças, então, são boas e outras não. Mas daí vem outro princípio, que é aquele que diz que o que é bom para mim, pode não ser bom para você. É quando começa o embate. Eu sou a verdade, diz a sua crença, e a minha verdade é maior que a sua; é o tal fundamentalismo. E não confunda fundamentalismo com alguma religião, pois isto também é uma crença; crer que fundamentalismo é propriedade e conceito de alguma religião é um pensamento errôneo. Quando você impõe qualquer coisa, a qualquer pessoa, além de pretensioso, é fundamentalista; seja no trabalho, em casa, na rua, no trânsito! Nossa! Quantos fundamentalistas têm no trânsito?

Acreditar em algo é de fato, uma forma de proteção. Uma proteção é um abrigo que buscamos que nós mesmos não conseguimos criar, e acabamos por ir buscá-lo em algum lugar: - na espiritualidade, na medicina, no convívio social, no trabalho, na profissão, enfim, seja onde for, em tudo há crença.

E vivemos anos, ou quase todos os anos das nossas vidas, acreditando e crendo, que aquilo que está em nós, é a verdade; não estamos errados, é bom ter uma crença.

A conseqüência do efeito placebo da crença só é ruim quando resulta no efeito colateral menos desejado: - a imposição, que é nada mais nada menos que uma “ordem“ a que se tem de obedecer.

Nada precisa ser tão grande, para que seja acreditado. Pode ser qualquer coisa, e já cremos. No entanto, para descrermos de algo, leva muito tempo. Nós precisamos EXPERIMENTAR a descrença, por MUITO TEMPO, para crer nela, do que PROVAR por poucos instantes qualquer crença, para acreditarmos nela, principalmente, quando começamos quando crianças, e nossa mente está “limpa”.

O efeito colateral menos indesejado da crença, é seu efeito PLACEBO, assim como num teste de laboratório, quando um medicamento é tomado entre dois grupos, pelo menos: - o que toma o medicamento com o princípio ativo e o que ingere a pílula de farinha com açúcar. Um placebo, assim como uma crença pode ser uma substância inerte, que se “traveste” de uma almejada proteção que não conseguimos, por que estamos “desencaixados”.

Uma cirurgia ou terapia de mentira, usada como controle em uma experiência, ou dada a um paciente pelo seu possível ou provável efeito benéfico, é também um placebo. Às vezes funciona. Na grande maioria das vezes, não.

Uma crença que não é EXPERIMENTADA é um placebo, e nos remete a idéia da blasfêmia: - coisa intocável, inadmissível de ser discutida. Será que temos coragem de testar nossas crenças? Estamos tomando o medicamento verdadeiro? Não me pergunte, eu não sei a resposta, mas que estamos cheios de efeitos colaterais, ah, isto estamos.

domingo, 14 de novembro de 2010

A "Crença e Hábitos = Resultados" Fórmula


1 - O que você NÃO está fazendo?

2 - Fazer as mudanças internas que você deve fazer se você deseja que os resultados externos mudem - Fazer o que precisa ser feito, seja o que for.

3 - Fazer isto usando um processo chamado recondicionamento neural.

4 - Se Você está interessado em ser um Milionário, você faz o que é conveniente, mas...

5 - Se você está comprometido a tornar-se um milionário, você vai fazer o que for preciso.

6 - Liberte-se: de pensamentos limitantes, comportamento limitantes, procrastinação, que...

7 - não é uma questão de conhecimento, é uma questão de fazer as coisas certas na ordem certa. Para isto, mudança de hábitos, crenças.

John Assaraf

sábado, 21 de agosto de 2010

Are you reliable?

You engenders trust in people? They may believe you? Already tested this, or they just make you a smirk and convince them that you are indeed a reliable staff? But the better question is this, but perhaps, WHY DO I NEED TO BE RELIABLE? Why do I need to generate trust in people? Many of us may not do this question. Some act naturally, they are confident by nature, until they even serve. So neither. Others conceal a deep impression: - I'm CONFIDENT! In the novels we have great examples of the human face. From the state of BEING CONFIDENT humans becomes TRUST YOURSELF.

However, if people believe in me, because I do not even believe it? At the other extreme there are those who spend so much natural confidence that comes excessive, that person will know everything you ask. Some abuse, or other use. Human beings must respect yourself first, and the other in the middle where he lives. When this state of connection is not present, is initiated to a condition that becomes "morbid confidence", ie I DO NOT KNOW IF I AM RIGHT, BUT DO I ACCOUNT I AM, and becomes, and we tend to believe. It is a pathological condition, with some abnormality of feelings. How many people who believe they have a character of great confidence, they become idols, and suddenly, he is just a farce? Why? Lack of confidence, which is replaced by the arrogance of stardom: - They like me, many thousands, so I'm really good. False confidence rises so much that they think they are above any other human being, what the hell, I am worshiped, almost a GOD! I AM RELIABLE, DO WHAT I DO, WILL worship; God does not punish? NOW, I AM A GOD! And we believe, is not it? We are easy. We accept, not question, yelling, screaming and collude.

Be confident requires a strong self-esteem. I have to like me before, forgive me love me, again forgive me, believe me, then yes, being able to discern what is good for me, is good for others or not. Being a man of confidence is having faith in themselves, pass this faith, this belief that something can or not, we are not infallible. We're not superheroes, we do not want to be, for all our species has an empty gap, which is the pride, arrogance, and our values can be tarnished if we do not know with complete fairness, harmony, knowledge, insight, this slit. Is it that connects us to the empty nothing, the lack of notion, but well satisfied, brings reason, emotion and sense of the environment we live and we intend to cooperate. This gap and filled with fraternal philanthropic values, can bring us great self-esteem and become worthy citizens of confidence for ourselves and the society to which we belong, and with her help, since this is for me , the base of unfolding the divine seed in each one of us. Trust, truth in yourself and others.
(by Google translator. from http://o20nivel.blogspot.com/2010/07/voce-e-de-confianca.html)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

NÃO GUARDE SUA VUVUZELA!!


Ganhamos! Sempre ganhamos! O Brasil não perde nunca! Não faz 30 minutos e eu disse que quem fizesse o próximo gol, seria o vencedor da partida. E foi assim, infelizmente o Brasil perde a Copa do Mundo de 2010, nas oitavas de final. Tinha time? Tinha, tem. Poderia vir os conhecidos, aquele que são os craques? Poderiam. Resolveria? Não sei. Ninguém sabe!

Então?

O problema do Brasil, é que nós torcedores, às vezes somos muitos cruéis. Nossa seleção é bárbara. Olha o Lúcio lá no fundo! Um gigante correndo campo afora. O outro problema do Brasil, e talvez o maior, seja exatamente esse: - entramos em campo com compromisso de GANHAR! Ou seja, nos incutiram a idéia, a crença, que o Brasil não perde, não pode perder jogo de futebol; mas perde. Parece que o Brasil ta entrando em campo apenas para confirmar um placar, um resultado já previsto. Brasil campeão! Sentar e esperar os gols. Não é assim que funciona. É uma estrutura muito complexa, e quem paga? Nós os torcedores brasileiros, que ficamos sem saber, como o Brasil perde? Mas é claro, a crença é de que o Brasil é invencível! E não é! Eles são valentes, jogadores, fazem o que podem com todo o talento que possuem e com o treinamento que recebem e com sua experiência de anos jogando futebol. Não podem existir culpados. Dunga! Ah! Agora o culpado é o Dunga. Que jeito! Dunga tem atitude; tem presença, caráter; ou é como ele quer ou não é. Esse é o Gerente. Dunga é vencedor. Quantas copas ele jogou? Não lembra? Digita Dunga no Youtube. Robinho? Kaká? Nossa! Toda uma elite do futebol brasileiro. E muitos que não puderam ir, por que o Brasil tem de bom também, é isto: - A dificuldade que um técnico tem em eleger jogadores. Não por que falta, mas exatamente por que não tem como escolher 24 melhores entre centenas de muito bons jogadores.

Não existe este ou aquele culpado. É um jogo. Obviamente que se nos temos a crença que o Brasil é imbatível, os jogadores além deste sentimento, também se sentem responsáveis por fazer com que esta crença se torne sempre e sempre realidade. O País pára para ver! E tem que parar mesmo! Temos que torcer por que esta é a nossa garra, o nosso jogo. Quando os Estados Unidos pára prá ver o campeonato de futebol americano, tá certo, não é? E tantos outros países apaixonados pelos seus esportes, param também? E brasileiro quando pára é por que é malandro. Vamos parar sim, vamos torcer sim, vamos gritar gol na hora que for gol, vamos ficar felizes, e vamos também acompanhar nossos jogadores, por que foram valentes em campo, e estivemos juntos na vitória, vamos estar juntos na derrota, apoiando, por que eles são brasileiros, e acreditam como nós que não poderiam perder.

Mas vocês podem, time do Brasil. Vocês podem perder! Mas é preciso que vocês entendam que não pode é existir o compromisso de ganhar. E quando a gente não tem esse compromisso, que colocaram em nós (“Brasil sempre ganha”) e em vocês (“Brasil sempre ganha e vocês são os responsáveis”), então certamente vocês não vão sentir aquele peso que é, ou que fica em campo, na hora do jogo, quando se toma um gol. Ficam os torcedores brasileiros desnorteados, e vocês sem entender como tomaram um gol.

Faz uma pesquisa na Internet e confere para ver se não é assim: -“ O brasil foi campeao 5 vezes, esse ano vai ser hexxxxxxxxxxxxa campeao novamente! ...” Tá ali, inclusive com erros de ortografia. É só digitar no Google. Quem disse que o Brasil vai ser campeão de novo? A crença da invencibilidade que faz com que a equipe entre em campo com o compromisso de ganhar.

Se solta. Os caras lutaram e nós torcemos. E muitas vezes gritamos por que o Brasil esteve com a Taça na mão. Agora é hora de entender definitivamente, que o Pais é o melhor do mundo em futebol, e quem se levanta frente a um time como o Brasil, tem que levar isto como prêmio para casa. Não é qualquer futebol que bate o nosso. Chego a arriscar que um mero acaso, uma fração de segundos, e a bola ta no gol, infelizmente. Mas não por um conjunto de erros sucessivos. Daí sim, poderíamos dizer que não temos time. Mas a Seleção, sempre fez tudo, conforme treina e aprende. Com o imprevisível não dá pra lidar, mas com aquilo que se pode prever, a equipe faz muito bem: - estuda, examina, observa com antecedência todas as variáveis.

Caímos em pé. E quem cai em pé, é vencedor. Prá mim, como torcedor, a seleção do Brasil já é vencedora. Se não está bom os títulos mundiais que possuímos, então acho que quem ta triste pode ficar alegre fazendo conta: - Quem tem cinco títulos mundiais? Quem pode cair frente a um gigante como a nossa seleção? Um mero acaso...

A holanda e todas as outras seleções, com o devido respeito, vão ter que ganhar muitos e muitos jogos; e depois que ganharem muitos e muitos jogos, terão que ganhar muitos e muitos títulos mundiais, para então sim, dizer: "-somos iguais ou melhores que o Brasil". Por enquanto, parabéns para nós brasileiros, por termos um dos melhores e maiores futebol do mundo composto pelos mais talentosos jogadores deste Planeta.

domingo, 13 de junho de 2010

UM LUGAR PARA ESTAR


O Vigésimo Nível não é necessariamente um lugar para ir, ou um ponto a alcançar. O Vigésimo Nível é um “estado” de bem-estar. O Vigésimo Nível é um lugar onde você deve se sentir verdadeiramente bem, consigo, com os outros e com o mundo ao seu redor; O Vigésimo Nível é a presença da alegria e da felicidade nos lugares, nos locais e nos momentos mais inesperados onde você pode se sentir agradavelmente bem. Quero dizer você já pode estar no Vigésimo Nível, mas não sabe. Precisa apenas reconhecer e interpretar o meio ao seu redor. Pode ser que o que você tem é exatamente o que necessita ter; O Vigésimo Nível é uma jornada interna, em busca daquilo que você não se deixa ver. É o reencontro do seu melhor como indivíduo. A trilogia do Vigésimo Nível é a abertura da relação com aquela parte de você que fica do lado de lá do véu, e de onde emana toda a energia.

sexta-feira, 26 de março de 2010

O REI DA RUA


Quando eu era “guri” em minha cidade, minha rua não tinha calçamento, e nós, os “piás” como se chama aqui no Rio Grande do Sul, adorávamos que fosse assim, mesmo por que nem sabíamos se existia outro tipo de rua.
Jogávamos bola, muitas e muitas vezes, com algo chamado de “bola” por que tinha de fato o formato de uma, mas não era necessariamente, uma bola; mas era chutada como se uma da espécie fosse.
Então naquela “poeirama” nos divertíamos e muitas vezes levávamos umas boas pancadas uns dos outros, caíamos na terra que era lisa, fina e muito compacta, que de vez em quando, passava um carro, e quando acontecia, um de nós solenemente, pegava a “bola” e colocava embaixo do braço, por dois motivos: - Um para ver aquele imenso automóvel (sim, éramos pequenos, e os carros eram duas vezes maiores que atualmente), passar desfilando no chão levantando toda a poeira possível, numa pintura nova, redonda, onde refletia nossos calções e camisetas sujas de pó um pouco acima dos pára-lamas; aquele monumento desfilava entre nós, e cada time de um lado da rua, perto da calçada; e o segundo motivo, obviamente era o de “proteger” a nossa “bola”, que estava mais para “Wilson” do filme Náufrago, do que propriamente algo para chutar. A “bola” era, de fato, alguém. Mais um no grupo. Sem ela, não tem jogo.
E um carro, passava, a cada duas ou três vezes, exagerando, quatro ou cinco vezes; por semana.
Os meses passam (sim, por que para um guri, anos são meses, parece que não terminam nunca!), e um novo amigo, chega à rua. Claro, de resto, todos ficaram apreensivos, pois se ele quisesse jogar conosco, para qual time ele iria? Sim, por que nossos pais nos ensinavam que deveríamos ser bondosos, receptivos e procurar sempre a amizade, e de fato nós não tínhamos outra forma de tratar, uma vez que por índole todas as crianças são, naturalmente, gentis; aquelas que não o são sofrem de algum distúrbio, uma neuropatia, que hoje é facilmente controlável, mas na época, infelizmente não, e muitos, daqueles que um dia foi criança, mas não gentil, não teve a oportunidade de um bom tratamento. Hoje, são os chamados “sociopatas”.
Ficamos apreensivos, mas fomos procurar o novo residente da nossa rua, éramos uns seis ou oito “piás”, nosso time era de três ou quatro para cada lado, um sempre no gol, demarcado por dois tijolos furados cada baliza.
E lá estava ele. Sorridente. Dentes branquinhos. Cabelo liso, escuro; lembro que era moreno queimado do sol, mais do que nós. Um ar superior, que na época não entendi, mas senti.
Embaixo do braço, havia “algo” também muito interessante: - Era grande, redondo, brilhante! Sim! BRI-LHAN-TE! Eu nunca, ou melhor, nenhum de nós nunca havia visto algo, “grande, redondo, brilhante”, ao mesmo tempo! O máximo que tínhamos como redondo, era pequeno e escuro, e quando chutávamos fazia um som oco como “BONC”; ou seja, era BONC pra lá, BONC prá cá, BONC prá cima e por aí afora.
Mas eu senti o ar de superior sem entender o que era, e ele lascou: - Sabem o que é isto? Não, dissemos; Uma bola OFICIAL. Fiquei “boiando”; não tinha a menor idéia do que era OFICIAL. Se a dele era OFICIAL o que era a nossa? O que me passou pela cabeça no momento, é que OFICIAL era um primo do meu pai que havia entrado no exército, e se tornara OFICIAL, pois eu ouvia muito minha mãe falar: - Artur é OFICIAL do Exercito! Bacana, respondia meu pai, vamos mandar um telegrama para ele!
Se TUDO aquilo que tava embaixo do braço dele, era um OFICIAL, a nossa então, era um, soldado raso, enfim, sei lá.
E em seguida falou: - E quem quiser jogar bola, tem que ser com a minha e tem que ser como eu gosto. Senão, não joga! Eu pensei: - Bem, então ele pode jogar lá perto da esquina, quem sabe, por que a gente já tem nossa forma de jogar. Mas não, ele queria mudar... AS NOSSAS! E já seguiu: - tu, tu e tu, ficam comigo; e vocês quatro no outro time; Ele era um pouco mais alto, apesar de magricelo, e naquele tempo, altura dava medo; hoje não; sabemos que nem sempre um corpo alto carrega muitos músculos, e não necessariamente, uma boa alma, ou um bom cérebro, casa da mente.
Simplesmente ele mudou todos os times, misturando todo mundo; mas o medo ou o receio, pelo “magrão” passou por que, ele era novo na rua, tínhamos obrigação de pai e mãe em receber bem, e acima de tudo isto, estávamos impressionados com aquele monumento que ele chamava de BOLA OFICIAL. Nossa! Será que nossos pés cascudos e com unhas quebradas, iria chutar tudo aquilo???
Sabe o que era ter uma BOLA OFICIAL há muitos e muitos (e muitos) anos atrás? Pensa; me diz; pensou? Você imaginou um videogame de última geração? Não. Mais uma chance; vai, pensa; Um computador com processador de vários núcleos, placa 3D, etc e tal? Também não; isso aí tudo, por enquanto é “fichinha”; “cacareco”; vai, sobe mais, atira longe; Um carro nos dias de hoje? Estou rindo. Também não. Vamos ver: - deixa eu dizer a você: - ter uma BOLA OFICIAL há muito e muitos (e muitos) anos atrás, era ser, vamos afirmar, era ser o dono da situação, o chefe, o boss, equivalente a um excelente emprego, com um ótimo salário e um horário digno, acompanhado de jantares e algumas namoradas; ele era nada mais nada menos que o REI DA RUA!
O REI DA RUA, até deixava dar uns chutes na bola, mas quando ele não gostava de algo, já denunciava para os nossos pais, algo que ele IMAGINAVA que não se enquadrava dentro dos seus interesses. E obviamente, como ele era ou pensava, ou queria ser, O REI DA RUA, ele PENSAVA que todos o amavam, e aqueles que diziam que o AMAVAM também pensavam que ele ACREDITAVA.
Então, crescemos; todos cresceram inclusive o “magrão”. A rua foi calçada, a quantidade de pessoas não aumentou, mas minha cidade continuou charmosa e gostosa. Nós fomos embora para estudar, mas o REI DA RUA, não; continuou no mesmo lugar, e por ali se estabeleceu. Outros piás vieram, e o REI DA RUA cresceu, pensando que MANDAVA, pensando que era AMADO, e com muitos e muitos beijos e abraços. Era fácil de diferenciar o rei da rua: - ele era (ou é) de pouca fala, silencioso, muitas vezes calado, parece triste, enfim, taciturno, mas na hora do jogo, ele se agita, e fica o gostoso de todos (é o que ele acha);
Hoje, todo REI DA RUA, ainda acha que é único proprietário daquela coisa “grande, redonda, brilhante”, mas ele esqueceu que a coisa grande, redonda e brilhante dele, ficou lá atrás no passado, embaixo do braço, e que outros que vieram para suas cidades, ou ainda aqueles que vão morar lá, ou aqui, como ele um dia foi, também possuem coisas “grandes, redondas e brilhantes”, e que são tão boas quanto a coisa “grande, redonda e brilhante dele”. Ele ainda acha que só a dele é OFICIAL, e esquece, ou não aprendeu, que OFICIAL hoje é sim um vídeo game de ultima geração, uma simpatia que se aprende no berço, e que infelizmente o REI DA RUA, ainda demonstra explicitamente uma antipatia por tudo que lhe é avesso, espontaneamente, mas geralmente, instintivamente.
O rei da rua pensa que é dono de uma coisa grande, redonda e brilhante e o mundo a sua volta, não existe. O rei da rua é afrontado em seu feudo, e pensa que a mudança de comportamento, muda a situação. Não. O que muda a situação é a forma de pensamento. O pensamento sim é capaz de mudar o comportamento, caso, ele seja real e verdadeiro.
E se o comportamento muda por que o pensamento é verdadeiro, e fraterno, o rei da rua, vira piá; dos bons;
Muito pouco ou quase nada vale para o rei da rua, um emparceiramento com o mundo místico, aquele tido como sobrenatural, mas que de fato, é onde está uma parcela de todos nós: - do lado de lá do véu e de onde emana toda a energia.
Pense quem você é: - O rei da rua traz pouco crescimento para o todo, mas muito aumento e progresso para si exclusivamente ou a “piazada” de pés descalços tem talento para ser gentil, amável, amigo e parceiro. Sabem dar a mão, até mesmo para o rei da rua, mesmo que a contragosto dele.
O rei da rua de tanto que é, acaba por roer a roupa do rei de Roma, e de tanto que rói, acaba por cortar, tudo o que tem, para comer, acaba sem ter o que fazer, sem ter com quem aprender.
Fim de jogo.
2 piás x 0 rei da rua ( e time).

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